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PALAVRAS

Palavras
frias e defloradas,
pela caneta assassina,
numa branca folha de papel...

Palavras 
expostas ao vento
que doem por dentro
rasgando a alma que se esvai
num fio de lágrima
sangrando o poema... 

Valente, o poeta chora
e deixa o seu grito mudo,
transmutado em poesia,
ecoar pelas multidões

P0255.2008.10
Copyright © 2008 by Magno R Almeida
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POEMA INACABADO



A noite quando cai estou sozinho
Rabisco no papel tímidos versos
O tema é solidão, amor, carinho
Desejos incontidos submersos

Vasculho o pensamento a procura
De imagens que me tragam inspiração
Invade o meu peito a desventura
Afogo meu olhar na solidão

Escrevo fragmentos de um poema
A noite já vai alta a lua acena
Lembranças de um tempo que passou

Na folha de papel tão rabiscado
Repousa o meu poema inacabado
Tal qual a flor que não desabrochou

P0276.2009.09
Copyright © 2009 by Magno R Almeida

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COLHENDO ILUSÕES

Sob os raios de um sol imaginário
aqueço-me no paraíso da loucura...

Circulo pelas feiras confusas dos meus pensamentos
e vislumbro jardins de poesias...

Contemplo esperanças,
planto emoções, rego sentimentos, podo desabafos

Colho letras, frases, vírgulas, exclamações
e cruéis interrogações

Pelos meus dedos escorrem
apóstrofos, parênteses, sinônimos, plurais
e os mais variados sinais

Recolho as sobras (apenas ilusões)
e tento escrever um poema.

Mas percebo que os frutos da colheita murcharam
deixando meus versos sem rima, sem métrica,
sem inspiração, sem sentido...

P0182.2008.06
Copyright © 2008 by Magno R Almeida
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